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O Brasil recicla menos do que poderia. E você pode mudar essa realidade

Fazer a sua parte para proteger o meio ambiente pode começar dentro de casa. Mesmo a pessoa mais econômica no quesito compras e pedidos de delivery gera algum tipo de resíduo, seja orgânico ou de materiais recicláveis. Coisas que são acumuladas ao longo dos anos, como roupas, móveis e eletrônicos têm um tempo de uso e, cedo ou tarde, precisam ser descartados. Estimular a consciência ambiental dentro de casa pode ser um bom começo para compreender como reduzir o impacto no mundo e contribuir com iniciativas que preservem o meio ambiente.

Recentemente, foi divulgado que Gisele Bündchen se tornou acionista da Ambipar, multinacional brasileira com foco em gestão ambiental. Ao divulgar o anúncio, a modelo afirmou: “é aquela pergunta: todos nós temos um impacto no mundo, só precisamos decidir que tipo de impacto queremos ter”. Reconhecida pelo seu ativismo ambiental em defesa da Amazônia, no Met Gala 2018 ela vestiu um vestido Versace sustentável com plástico reciclado na composição. 

Em 2020, o Brasil bateu um recorde de peso nessa área: 97,4% de todas as latas de alumínio que entraram no mercado nacional foram enviadas para a reciclagem. São mais de 30 bilhões de latinhas que puderam retornar ao ciclo produtivo apenas 60 dias após o descarte. Por outro lado, em relação à reciclagem de materiais plásticos (cujo uso explodiu durante a pandemia), o país é bastante ineficiente: segundo a WWF Brasil, somente 1,3% do plástico gerado no Brasil em 2019 foi reaproveitado — muito abaixo da média mundial de 9%.

O que fazer para reciclar mais?

A reciclagem tem um papel importante na sociedade. Sem ela, rios e mares são poluídos por resíduos, contaminando a água e prejudicando as formas de vida ao seu redor (quem não se lembra da tartaruga com um canudo preso na narina?). A verdade é que a reciclagem é um trabalho coletivo. Todos devem contribuir para que os resultados sejam alcançados. 

A estratégia de ação pode ser feita em cinco passos:

Repensar: o ponto de partida é repensar o que se consome. Antes de comprar, pense e repense: você precisa mesmo de um novo caderno, do celular da moda ou daquela roupa que todo mundo está usando?
Recusar: quando a conclusão for “não”, o segundo passo é recusar. A mesma lógica se aplica no supermercado, por exemplo, quando sacolas plásticas são oferecidas. Se não há necessidade de usar um material descartável, que se tornará resíduo em poucos minutos, recuse. 
Reduzir: caso não dê para recusar, o objetivo é reduzir. Na hora de ir às compras, vale escolher opções do mesmo produto com embalagens econômicas. 
Reutilizar: dependendo do material, é possível reutilizá-lo várias vezes. Um saco plástico resistente pode ser usado como uma sacola de compras, por exemplo, e ter vida útil longa. 
Reciclar: por fim, quando chegar o momento de se desfazer de um objeto ou produto, é importante dar o destino correto às coisas que podem ser recicladas. Dentro de casa, a separação do resíduo entre os diferentes materiais é o primeiro passo. Caso a sua cidade não tenha coleta seletiva ou o seu condomínio não faça a separação do lixo, há diversas ONGs e instituições que se dedicam ao tema. 

Em 2020, o Brasil fez bonito: 97,4% de todas as latas de alumínio que entraram no mercado nacional foram recicladas. São mais de 30 bilhões de latinhas que puderam retornar ao ciclo produtivo apenas 60 dias após o descarte.Rudy and Peter Skitterians/Pixabay

Reciclagem na escola

A escola é o lugar ideal para aprender sobre a reciclagem e colocar o tema em prática. Há, por exemplo, quem proponha a implementação de aulas de educação ambiental e de reciclagem dentro da sala de aula. No dia a dia, os alunos podem usar menos papel, substituir copos descartáveis por canecas de metal e reduzir o desperdício de alimentos. É possível também aproximar o debate sobre reciclagem dos alunos ao convidá-los a participar do descarte de alguns tipos de resíduos.

Em 2019, oito instituições mostraram o bom exemplo das escolas. Cinco colégios de Linhares, no Espírito Santo, e três da Fazenda Rio Grande, no Paraná fizeram ações para a coleta de resíduos. Juntas, elas reuniram 3.620,5 quilos de lixo para reciclagem, incluindo itens trazidos de casa pelos estudantes (como latas ou garrafas plásticas) e materiais usados na própria escola. Depois, o lixo foi encaminhado para os postos adequados.

Questão nacional

Além das ações individuais, o poder público precisa implementar medidas em escala nacional. Há dois anos, foi criado o Programa Lixão Zero, que envolve doze ações estratégicas para ampliar a coleta seletiva, a reciclagem e o aproveitamento de resíduos orgânicos. Um dos resultados do programa foi a elaboração do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos (Sinir), que permite a informatização da gestão de resíduos sólidos. 

Contudo, o Brasil recicla apenas 2,1% do total de resíduos coletados. O percentual é o mesmo há, no mínimo, três anos, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Um dos principais obstáculos que o governo enfrenta em relação à reciclagem é o fato de que menos da metade da população brasileira tem acesso à coleta seletiva, que permite que o lixo seja enviado ao destino correto. De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o objetivo é que mais de 70% dos brasileiros tenham acesso à coleta seletiva e 20% do material colhido seja reciclado até 2040.

O papel do terceiro setor

Para contribuir com o caminho do reaproveitamento e destinação de resíduos, há diversas ONGs que têm a reciclagem como objetivo. O Instituto Trevo, em São Paulo, recicla resíduos de óleo e gordura de fritura e leva o novo produto a indústrias de biodiesel. A ONG Sem Fronteira, em Santos, facilita a reintrodução de reciclagens na cadeia produtiva em parceria com indústrias e condomínios, oferecendo contêineres para reciclagem e cartazes informativos. Já a organização Ecomarapendi, no Rio de Janeiro, possui uma iniciativa para atividades de comercialização de materiais recicláveis que já beneficiou 3,2 mil pessoas em 39 cooperativas de coleta seletiva pelo Brasil.

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